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Polícia indicia Paula, campeã do 'BBB 19', por intolerância religiosa



Quinta-feira, 18 de abril de 2019

Decradi conclui que houve preconceito por parte da participante contra Rodrigo França.

Rio - Após ouvir os envolvidos no caso de intolerância religiosa dentro da edição do "Big Brother Brasil 19", a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) concluiu que houve preconceito por parte da participante Paula von Sperling contra Rodrigo França, e por isso a campeã do reality show será indiciada.

"Após a oitiva dos envolvidos, análise de vídeo e demais diligências realizadas, concluiu-se pela ocorrência de injúria por preconceito (art. 140 §3º do Código Penal), que acarretou o indiciamento de Paula von Sperling. A Polícia Civil se pauta pelo respeito à liberdade de expressão, mas destaca que, por meio desta, não se pode violar a dignidade da pessoa humana, repudiando todo e qualquer ato ofensivo à religião, etnia, orientação sexual, procedência geográfica, etc. do próximo", diz a nota da especializada.

De acordo com Gilbert Stivanello, delegado responsável pelo caso, o inquérito policial será enviado na próxima quarta-feira para o Ministério Público e lá ele será apreciado pelo órgão, que poderá arquivar, demandar novas diligências, ou denunciar.

Durante o programa, Paula disse ter medo de Rodrigo – participante frequentador do Candomblé que depôs contra Paula após deixar o reality show. "Tenho medo do Rodrigo. Ele mexe com esses trecos… ele sabe cada Oxum (divindade de matriz africana) deles lá. Nosso Deus é maior", afirmou Paula. Além disso, a bacharel em direto se referiu a cabelo crespo como "ruim" e afirmou que cotas raciais são "uma forma de racismo".

Na segunda-feira, a mineira de 33 anos foi ouvida por mais de duas horas na Decradi, no Centro do Rio. Paula deixou o local com os rostos cobertos e sem falar com a imprensa. O conteúdo do depoimento foi mantido em sigilo a pedido da advogada e irmã da vencedora do 'BBB 19', Mônica Von Sperling.

"Esse procedimento é normal em qualquer causa que tenha repercussão. Nós colocamos o sigilo porque se eu abrir um delito desse, com grande repercussão, acabo recebendo uma enxurrada de novos delitos", explicou Stivanello na ocasião.

O delegado também lembrou que o caso serve de exemplo para as próximas edições do reality, o primeiro desde a fundação da especializada, em dezembro do ano passado. "O público viu que o programa não é um espaço livre em que as pessoas podem ofender ao próximo. As pessoas estão aprendendo que a fala tem limite. Penso eu que as pessoas no próximo reality estarão muito mais antenadas."


O Dia
Foto: Globo/Victor Pollak

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