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Após rompimento de silo que matou trabalhador, fábrica em CG é interditada pelo Ministério do Trabalho e Emprego



Quarta feira, 08 de agosto de 2018

Geraldo José da Silva só foi resgatado após 40 minutos soterrado no milho. Ele não resistiu e morreu no hospital.

Após rompimento de silo que matou um trabalhador e deixou outro ferido em uma fábrica de alimentos em Campina Grande, o Ministério do Trabalho e Emprego interditou as instalações da empresa ASA Indústria e Comércio Ltda, nesta quinta-feira (9). O Ministério Público do Trabalho, inclusive, já tinha procedimento aberto contra a empresa devido a irregularidades no ambiente de trabalho e na sua parte operacional, e uma ação civil pública ajuizada pedindo pagamento de dano moral coletivo no valor de R$ 500 mil.

Toda a rede elétrica do prédio foi desligada para evitar um novo acidente e, pela manhã, órgãos ligados à prevenção e à segurança do trabalho foram à fábrica. O laudo de interdição foi entregue à empresa às 10h desta quinta-feira (09).

O procurador do Trabalho em Campina Grande, Raulino Maracajá, disse ao Portal ClickPB que a fábrica está totalmente interditada e que na noite de ontem (08) mesmo foi recomendada a suspensão das atividades, após inspeção do Ministério Público do Trabalho (MPT). Hoje (09), um auditor fiscal da gerência regional do Trabalho e Emprego em Campina Grande interditou a empresa. “Não pode funcionar nada, sob pena de crime”, alertou o procurador.

Os próximos passos, segundo explicou Raulino, são que a empresa, nos próximos dias, deva pedir uma desinterdição parcial e temporária do silo avariado, fazer uma análise de risco sobre esse equipamento e explicar como pretende escoar o milho que está no silo. Depois disso, deverá voltar a interdição total, e os outros dois silos deverão ser avaliados, inclusive a estrutura do prédio, para ver se houve avaria. Um dos silos estava vazio e o outro estava abastecido em 70% da capacidade.

Após todo esses procedimentos, segundo o procurador, caso não seja celebrado um termo de ajustamento de conduta, ele pode ingressar com uma ação civil pública.
O procurador Raulino informou que, apesar da interdição, os trabalhadores da empresa continuam recebendo salário como se estivessem trabalhando. 

No acidente, o trabalhador José Eugênio Alves Pequeno Filho, de 51 anos, foi resgatado assim que a equipe dos bombeiros chegou ao local e recebeu alta ainda na noite da quarta-feira. Mas Geraldo José da Silva só foi resgatado após 40 minutos soterrado no milho. Ele foi socorrido em estado grave para o Hospital de Trauma de Campina Grande e morreu após várias tentativas de reanimação.

O corpo do trabalhador foi velado nesta quinta no Cemitério Novo da cidade de Queimadas.


Redação Click PB
Foto reprodução Click PB


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