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Chuvas enchem açudes e provocam queda de árvores na Paraíba




Quinta feira, 26 de abril de 2018

A previsão é de mais chuvas nos próximos dias na Paraíba.Da última segunda-feira até esta quarta-feira (25) foram registrados 115 milímetros somente em João Pessoa. O volume ocasionou alagamento em alguns pontos da cidade e a queda de árvores. Já no restante do Estado, as chuvas reforçaram o estoque de água nos reservatórios.

A cheia fez com que os moradores de Cacimba de Areia construíssem uma tirolesa para conseguir fazer a travessia do Rio da Farinha, que ficou sem a passagem molhada com a cheia. Em Campina Grande, nove árvores caíram, mas não houve feridos.

O Rio da Farinha separa as zonas urbana e rural. Além dos moradores, que precisam passar para trabalhar ou estudar, médicos também usam a tirolesa para visitar pacientes e levar medicamentos.

O responsável pela construção da tirolesa, José Almeida, explicou que, mesmo as críticas feitas quanto a segurança da obra, ele acredita que não teria outra forma de solucionar o problema. Ele ainda salientou que a construção aconteceu há oito anos e nunca houve acidentes.

“Agora vamos ter que trocar os cabos para garantir a passagem para o pessoal que tem necessidade. Mas a gente não pode ser responsabilizado se um dia acontecer um acidente porque é isso que nós temos para oferecer. A pessoa que subir ai está sabendo o risco que está correndo”, afirmou.

A médica Natalia Diniz faz esta travessia quase diariamente. Ela falou que algumas pessoas se arriscam caminhando contra a correnteza para passar de um lado para outro do rio, mas ela prefere usar a tirolesa. “Todos os dias a gente sai para atender e a gente está se arriscado”, completou a médica.

O chefe de gabinete da prefeitura municipal de Cacimba de Areia, Genival Ferreira, explicou que o custo para construção de uma ponte no local seria em torno de R$ 2 milhões e alegou que os governos federal e estadual foram procurados para auxiliar. No entanto, ainda não houve retorno.

Na capital, a Defesa Civil chegou a receber um alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sobre a probabilidade de um volume de chuvas de moderado a forte na Capital. Com as chuvas de ontem, cinco árvores caíram: uma em Mangabeira; uma no José Américo; uma na Rua do Rio, em Cruz das Armas, que deixou o trânsito totalmente bloqueado na via; e outra na Avenida Tito Silva, próximo a Praça das Muriçocas, que também deixou o trânsito parado durante parte da manhã. Outra árvore caiu sobre uma residência no bairro Miramar, mas ninguém ficou ferido.

Ainda em João Pessoa, um dos pontos históricos de alagamento durante o período chuvoso é o trecho entre o bairro do Cuiá e Mangabeira. Com 73 anos de idade, Rita Soares mora há cerca de 20 anos na Rua Francisco Porfírio Ribeiro, próximo ao trecho que cruza o Rio Cuiá, em Mangabeira, e sempre tem a casa alagada com a cheia do rio.

“Aqui entra cobra, escorpião, rato, barata”, disse ela. Dois tijolos servem de apoio embaixo dos móveis, para suspendê-los do chão e impedir que a água os estrague, medida que nem sempre é efetiva, pois a água às vezes atinge níveis altos na casa.

O problema é antigo na área e também prejudica comerciantes, como é o caso de Dimas Cândido. “Já é a terceira vez em menos de dois meses que encontro essa rua desse jeito”, lembrou.


Correio da Paraíba
Foto: Cícero Araújo

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