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Estudante que está com câncer sem cura, faz vaquinha para se casar

  
Layra Jordão e Alex Silva estavam juntos quando ela soube que tinha um câncer agressivo, em 2013. Quatro anos após o diagnóstico, a estudante recebeu, semana passada, a notícia de que não há mais alternativas de tratamento. Desenganada após muita luta, Layra agora se dedica ao sonho de se casar com Alex. Sem recursos, os dois abriram uma vaquinha para arrecadar dinheiro para o casório. A ideia é uma cerimônia simples, para festejar o amor e registrar o sobrenome dele nos documentos dela.

De acordo com Layra, os dois estavam "livres da pressa de casar", mas a revelação da doença — e, mais tarde, da metástase e da ausência de cura — mudou essa realidade. Com Alex a seu lado, a estudante fez quimioterapia e radioterapia. Brigou com o câncer até as alternativas se esgotarem. Agora, será encaminhada ao setor de cuidados paliativos do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

— Falei para ele que a gente vai casar de qualquer jeito. Mas a gente está tão duro... Criei a vaquinha há dois dias. Divulguei primeiro no grupo de amigas da faculdade IBMR, que eu precisei trancar para o tratamento. E foi ganhando proporção. As meninas se ofereceram para fazer bolo, docinho, muita coisa. A mãe de uma delas vai alugar o salão do prédio. Estou muito emocionada — contou a noiva, que logo aos três meses de namoro foi morar com o parceiro, de 39 anos, em Coelho Neto, Zona Norte do Rio.

O primeiro diagnóstico veio em junho de 2013, pouco depois da descoberta de uma ferida no céu da boca. Na consulta em que foi informada sobre o câncer, durante todas as sessões de quimioterapia e na reunião em que soube que não havia mais tratamento, Layza pôde segurar a mão de Alex — um parceiro de vida, segunda ela, que a surpreendeu.

— Se não fosse ele, eu nem estaria aqui. É um tratamento muito pesado. O nosso encontro na vida era para ser. O tratamento mudou minha visão sobre ele. No relacionamento, a gente vive, ama, briga. Mas a gente nunca sabe se, quando você precisar, a pessoa vai estar ali do seu lado. Perdi amigos, família, mas ele nunca saiu do meu lado — recordou a estudante.

'O tempo está correndo'

Alex sempre elogia a força da namorada. "Ele diz que eu aguento o que muita gente não aguentaria", diz Layra, que ainda ressaltou os "perrengues" financeiros da família em meio às condições de saúde. O namorado está desempregado e ela ganha um salário mínimo, fruto da aposentadoria por invalidez. Os dois recebem ajuda da mãe dela e do pai dele, que mora com o casal há quatro anos.

— Eu sei que o tempo está correndo. Uma hora vai acontecer (a despedida). Mas eu quero passar esse tempo rindo. Saber que tem uma torcida tão grande por mim não tem preço. Não tem nada que vai me motivar mais do que isso a querer ficar viva. É lindo. Vai ter casório, sim! — celebrou, ao frisar o desejo de subir ao altar em setembro, mês em que começaram a namorar.

Os dois se conheceram no trabalho, quando realizavam pesquisas de intenção de voto. Em uma viagem da empresa, decidiram ficar juntos na noite fria de Friburgo, e não mais se largaram. "Nosso amor tem sobrevivido a tantas tempestades que acho que merecemos esse momento", argumenta a estudante na postagem da vaquinha.


'O bom humor me mantém viva'

O casal fixou em R$ 2,5 mil o objetivo da vaquinha. Até a manhã de segunda-feira, havia arrecadado R$ 1,595. A ideia não é ter luxo: "quero só assinar os papéis, comprar um par de alianças simples e reunir nossa família pra dividir esse momento conosco", explicou Layra na plataforma de financiamento coletivo.

Mesmo ciente de que era "coisa séria", por conta dos exames e da reação de médicos, Layra nunca pensou que sua ferida na boca pudesse ser câncer. Mas recebeu o diagnóstico de um tumor maligno na glândula salivar. Na hora da notícia, nem lembra o que sentiu. Pensou, de primeira, no cabelo que cairia. E conviveu por quatro anos com uma doença resistente a tratamentos, de expansão rápida, e que deixava seu rosto inchado. Mesmo com as adversidades, ela não perdeu o bom humor.

— Esse tumor incha muito o meu rosto. Depois melhorou. Agora voltou a inchar e está indo para a testa. Eu estou parecendo um unicórnio — explicou a noiva, aos risos. — (O bom humor) é o que me mantém viva. Se eu não conseguisse fazer piada sobre a doença, eu não conseguiria fazer piada de mais nada. Não é que não me doa, que eu não tenha chorado escondida várias vezes. Mas eu vou viver rindo. A morte está ali. Enquanto ela não chega, eu faço valer a pena.


Extra online
Fotos reprodução Extra online


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1 comentários:

  1. Olá, sou VICTORIA GARETH pelo nome, QUERO COMPARTILHAR A MINHA EXPERIÊNCIA DE COMO EU FUI CURADO DO HIV POR MEDICINA

    HERBAL. Pode parecer estranho! Nos últimos 5 anos, gastei muito dinheiro na compra de medicamentos anti-retrovirais para

    fortalecer meu sistema imunológico e me manter saudável, até que eu leia um artigo na internet sobre um Herbalista

    africano que usa ervas e raízes para curar o HIV e todos os tipos De doenças. Penso que nunca acreditei que ele possa

    curar o HIV, mas eu decidi tentar, porque estava desesperado. Então enviei uma mensagem para ele no seu e-mail

    DR.ABUYAHERBALCURE@GMAIL.COM Ele preparou medicamentos fitoterápicos e me enviou através do DHL COURIER SERVICE e eu o

    peguei como ele instruiu. 11 dias depois, fui ao hospital para fazer um check-out, o resultado saiu e testei NEGATIVO.

    Estou compartilhando isso com você, porque acredito que há alguém aqui fora que também deseja ter essa cura. Sinta-se à

    vontade para enviar uma mensagem para ele no seu e-mail DR.ABUYAHERBALCURE@GMAIL.COM ou ligue, E TAMBÉM CHAT COM HIN

    ATRAVÉS DO VIA IMO CHAT,WHATSAPP +2347039225049, e estou certo de que ele estará disposto a ajudá-lo e você também terá um

    testemunho compartilhar. Por favor informe outras vítimas sobre isso.

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