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Técnica de enfermagem morre eletrocutada quando fazia chapinha no cabelo


Corpo de Maria Kamylla Silva, de 28 anos, foi velado no Cemitério de Santo Amaro na tarde desta sexta.

Uma técnica de enfermagem de 28 anos morreu eletrocutada ao passar chapinha no cabelo nessa quinta-feira. Maria Kamylla Santana da Silva, que morava em Cidade Tabajara, Olinda, foi encontrada desacordada no quarto com a prancha alisadora na mão. Ela foi socorrida por parentes e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, mas não resistiu à forte carga elétrica. O aparelho estaria com um fio desencapado.

Na tarde desta sexta-feira, o corpo da auxiliar de enfermagem, que trabalhava na Upinha da Linha do Tiro, Zona Norte do Recife, foi velado e enterrado no Cemitério de Santo Amaro, área central da capital pernambucana. Abalados, os familiares de Kamylla não falaram com a imprensa durante a cerimônia. Apenas um tio, que não quis ser identificado, informou que a sobrinha deixou dois filhos, de 10 e outro de 14 anos.

Números

De acordo com a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), 590 pessoas morreram no Brasil em decorrência de choque elétrico em 2015 (últimos dados revelados pela associação). O Nordeste é a região com o maior número de fatalidades envolvendo eletricidade, com 259 mortes, ou seja, 44% do total. Na região Sudeste foram registradas 109 mortes. Outras 94 pessoas morreram no Sul do país; 74 no Centro-Oeste e 54 no Norte.


Diário de Pernambuco
Foto reprodução Diário de Pernambuco 



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