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Detalhes de acordo com Cássio em troca da Cagepa é revelado por delator; veja o vídeo


O canal do Estadão no YouTube disponibilizou diversos depoimentos da delação de executivos da Odebrecht detalhando a forma pela qual a empresa tratou de "contribuições" para políticos em troca de benefícios para a companhia. 

Em uma dessas gravações, Alexandre Barradas, ex-diretor superintendente da Odebrecht Ambiental, revela sua tratativa com o então candidato ao Governo da Paraaíba em 2014, Cássio Cunha Lima (PSDB). 

Ele confirma ter procurado antes o governador Ricardo Coutinho (PSB), que seria reeleito, mas não conseguiu com ele emplacar o projeto que Cássio prometera implantar para que a Odebrecht pudesse atuar no segmento da Cagepa no Estado.

Alexandre Barradas - "Ele disse que a cabeça do governador Ricardo Coutinho era outra e que achava difícil ele enfrentar o sindicato e a Cagepa para poder caminhar com qualquer projeto de concessão. Nós conversamos algumas vezes sobre isso. No momento do rompimento, que se deu por questões políticas e internas, porque os dois são pessoas bem diferentes... eu tive oportunidade de conhecê-los e sei que são completamente diferentes. É você pegar um esquerdista e um liberal. Naturalmente, um governo desse tenderia a ter um desfecho como o que aconteceu. Eles romperam. O senador acabou saindo para o governo e enfrentando Ricardo Coutinho. A opção nossa era esquecer a Paraíba ou tentar apoiar Cássio Cunha Lima, caso ele ganhasse, a gente teria oportunidade de ter o mercado".

Procurador - Nessa reunião em que ele pediu ajuda... o termo que ele usou foi esse... se vocês ajudassem? Você lembra?

Muito simples. Uma das minhas funções era estar por dentro do que está acontecendo e as ações, hoje eu vejo que se pudesse voltaria atrás... eram as ações políticas. As informações que eu tinha já me davam o caminho. Eu sabia que o negócio [aliança entre Ricardo e Cássio] andava mal e que os dois iriam tomar rumos distintos e num encontro rápido com ele [Cássio], ele disse que tinha tomado uma decisão e citou algo interessante. Ele disse que havia comunicado a Eduardo Campo, de Pernambuco, que era o chefe do PSB de Arraes. O Ricardo era PSB lá, mas batia cabeça com Eduardo. Quem segurou muito ele para não brigar com Cássio foi Eduardo. Ele disse que tinha rompido e iria enfrentar Ricardo, que seria uma briga dura porque sempre seria difícil enfrentar alguém que iria para a reeleição. Tem a máquina do Estado e não precisa dizer muita coisa. Ele disse que precisaria de ajuda. Seria inverdade minha dizer que ele me pediu dinheiro, mas ele mostrou sua necessidade de ter ajuda e ajuda financeira. Eu não voto lá. Voto na Bahia. 

Não havia outra ajuda que não fosse a financeira...

Conversei com Fernando, entramos no Ibope, vimos como estavam as prévias e a presença do senador na campanha dava uma disparada imensa, mas não foi o suficiente. Nem a nossa ajuda...

O senhor lembra quando foi esse seu encontro?

Foi cedo. De março para abril de 2014. O encontro foi no Senado. Às vezes, em Brasília, quando podia, eu o visitava. Era um pouco o meu papel conversar com as pessoas. Eu o visitei até para saber como as coisas estavam andando.

O nome do preposto que ele indicou o senhor não se recorda?

Ele me disse na saída do restaurante Soho, em Brasília. Eu estava entrando e ele estava saindo e ele me disse que contava com minha ajuda. Foi aí que ele me disse que tinha tomado a decisão de rompimento e de ser candidato. Conto com você, alguma coisa assim.

Depois que o senhor foi falar com os seus superiores? o Reis?

Fernando Reis. Eu o procurei e disse que a ele que a empresa estava disposta a apoiá-lo e que nós poderíamos disponibilizar R$ 800 mediante Caixa 2. Ele relutou. Foi o único desses todos... eu disse que nós não tínhamos outra opção. Ele relutou, mas não teria opção.

A opção seria não aceitar?

Entre não aceitar e ficar com dificuldades...

Havia então um propósito específico que era implementar esse projeto que não teve seguimento com Ricardo Coutinho?

Sim. Essa foi a motivação específica.

No encontro no restaurante, tinha alguém junto?

Eu estava com um colega de empresa e ele estava com mais algumas pessoas. Nos afastamentos, caminhamos um pouco. O colega me esperou, as pessoas que estavam com ele também. Conversamos uns cinco minutos e depois eu o procurei.


Confira o vídeo a partir de 18m40s:



Parlamento PB
Foto reprodução Parlamento PB


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