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Especialistas estão preocupados com doença misteriosa que já infectou 11 pessoas no Nordeste

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Até o momento, especialistas tem trabalhado com duas hipóteses para a enfermidade.

Uma forte dor muscular comparável ao final de um intenso treino de atividade física que é logo seguida pela manifestação de urina escura, de coloração que se assemelha a um refrigerante de cola. Estes são os principais sintomas da enfermidade que, sem uma causa certa e pouco conhecida na counidade científica já começa a assustar profissionais de saúde e a população de Salvador.

A suspeita é de que a doença foi provocada pela ingestão de peixe pelos pacientes. De acordo com o Dr. Antônio Bandeira, infectologista que tem tratado a maioria dos casos, os pacientes relataram terem consumido peixes como Badejo e Olho de Boi, além de outros relatos de peixes comprados em Guarajuba, no litoral norte baiano. 

Até o momento, especialistas tem trabalhado com duas hipóteses para o a enfermidade. Uma delas é a de que ela é causada por um agente transmissor, embora não saiba qual. A segunda, é a de que a enfermidade seria a Síndrome de Raff – doença que já teve casos registrados no norte do país, e que é causada pela toxina de uma alga, que por sua vez é ingerida por peixes de água doce.

De acordo com o e especialista, a segunda hipótese é a mais forte, mesmo que os peixes citados sejam de água salgada, pois a toxina pode estar presente também nas algas marinhas. 

CASOS

A doença começou a ser registrada nos últimos dias em unidades de saúde da capital baiana e, até o fechamento desta edição, já haviam sido notificados onze casos. De acordo com o Dr. Bandeira, não há ainda um diagnóstico, já que nunca foi registrada essa manifestação na capital, mas enfermidade continua sendo analisada pela comunidade médica.

“Ela tem um início súbito com o indivíduo sentindo afetando os músculos. No primeiro dia começa com um torcicolo, e a dor vai passando para os braços, coxas e panturrilhas, mas, é uma dor predominantemente muscular, sem sinal de febre ou outro sintoma similar. Passadas 48 horas, o corpo já está recuperado, mas outro sintoma se manifesta, que é a urina com a cor preta”, explicou o infectologista.

Segundo o especialista, durante esse período, também pôde se observar uma grande alteração nas enzimas musculares, e que essas vão se normalizando com o passar de dois ou três dias. Como ainda não há um diagnóstico sobre o que, de fato, é a enfermidade, ou mesmo se ela é provocada por um vírus, o médico preferiu não receitar medicamentos neste primeiro momento, orientando apenas a hidratação dos pacientes.

Para os enfermos, também foi recomendado a observação principalmente em relação à cor da urina, pois se a inflamação muscular for muito acentuada, corre-se o risco disso evoluir para uma disfunção no rim, haja visto que, em um dos pacientes o quadro evoluiu para uma incontinência renal.

“Estamos recomendando a todos que manifestarem a enfermidade que procurem as unidades de saúde imediatamente, e evitem fazer uso de medicamentos, principalmente anti-inflamatórios”, alertou.

ESTUDO

Para identificar a enfermidade, amostras de sangue dos pacientes foram coletadas na última terça-feira (14), e agora passam pela análise do Dr. Gúbio Soares, infectologista e pesquisador do Laboratório de Virologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Segundo o pesquisador as avaliações já começaram, mas os resultados só devem vir entre os próximos 10 ou 15 dias, quando o material já tiver passado por uma quantidade suficiente de testes.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) já foi notificada sobre os casos na capital e no município de Valença. E informa que, no momento, eles já estão sendo investigados.


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