quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Cagepa afirma que água do Açude de Boqueirão não tem ligação com malformações fetais

Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão
Portal Correio
Reprodução/TV Correio HD


Para a pesquisadora Weruska Brasileiro, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UEPB, a presença de cianobactérias em Boqueirão não significa que a água está imprópria.

O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius, desmentiu, nesta quinta-feira (1º), que as águas do açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão, estão com altos níveis de agrotóxicos e células de cianobactérias ou cianotoxinas, apontados pela Prefeitura Municipal de Campina Grande como possíveis fatores de malformações fetais.

As informações forma dadas em entrevista coletiva. Segundo o presidente da Cagepa, a água distribuída na Paraíba está sendo analisada por um laboratório paulista e pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Nas análises, as amostras estariam comprovando que o tratamento feito pela Cagepa é eficaz e está dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Não estamos correndo para justificar, mas sim para reafirmar tudo o que já dissemos na coletiva anterior. Trabalhamos com transparência e parceria histórica com a comunidade acadêmica. Em nenhum momento negamos a presença de cianobactérias aqui e em outros mananciais, mas não podemos concordar com uma pesquisa com amostra pontual, divulgada de forma a causar pânico na população. Monitoramos o Boqueirão desde 2013 e, desde o ano passado, em periodicidade semanal. As amostras comprovam que a água é potável. A companhia refuta veementemente denúncias como essa”, afirmou o presidente.

Ainda segundo o presidente da Cagepa, a companhia teve acesso ao relatório da Secretaria de Saúde de Campina Grande na manhã desta quinta-feira. No relatório, é apontada contaminação da água e possível ligação em casos de bebês com malformações fetais.

Não estou aqui contestando a capacidade técnica de nenhum pesquisador, mas nós estamos administrativamente exigindo que se ponha às claras a metodologia científica usada pela Secretaria Municipal de Saúde, para que possamos fazer as ponderações, porque o que foi apresentado não passa de um relatório sem profundidade”, disse Marcus Vinícius.

Para a pesquisadora Weruska Brasileiro, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UEPB, a presença de cianobactérias em Boqueirão não significa que a água está imprópria.

“Importante deixar claro que a presença de cianobactérias não é exclusividade do Boqueirão, mas sim de vários mananciais, e isso não significa que a água é tóxica. A responsabilidade da Cagepa é atender os padrões de potabilidade e isso está sendo feito”, disse a pesquisadora.

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