sábado, 29 de outubro de 2016

MPF investiga obra de R$ 8 milhões na Paraíba por suposta irregularidades

 Em quase cinco anos após início da liberação de recursos, pouco da obra foi feito (Foto: Thiago Fernandes/Arquivo Pessoal)
G1 PB
Fotos: Thiago Fernandes


MPF diz que 'não há serviços executados que justifiquem' R$ 2 milhões.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para investigar a construção de uma Vila Olímpica na cidade de Esperança, no Agreste paraibano. Segundo a procuradora da República Acácia Soares Peixoto, o motivo são supostas irregularidades na execução da obra, que é orçada em mais de R$ 8 milhões e, desde 2011, R$ 2.171.520 foram liberados. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) diz que “não há serviços executados que justifiquem o pagamento deste montante”.

Em nota, o prefeito da cidade, Anderson Monteiro, afirmou estar surpreso com a investigação e diz que não foi notificado. Ele relata que quando assumiu a administração em 2013 a obra estava paralisada e houve o destravamento de recursos e a construção foi continuada. Monteiro garante ainda que todos os pagamentos e a fiscalização de tudo que já foi feito na obra foram aprovados pela Caixa Econômica Federal. O atraso, segundo ele, se deve à burocracia na liberação dos recursos, diz o prefeito.

Na Vila Olímpica, são previstas a construção de um ginásio esportivo, salas para prática de esportes e artes marciais, pista de atletismo, campo para lançamentos, piscina semiolímpica, arquibancadas, pista de cooper estacionamento. Até a sexta-feira (28), nenhum dos espaços estava pronto. 

Foram repassadas três parcelas para a prefeitura de Esperança. Duas foram pagas em 30 de dezembro de 2011, de R$ 87.165 e R$ 1.920.945, e, a última, em 10 de dezembro de 2015, de R$ 163.410.

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 Pronta, Vila Olímpica deve ficar dessa forma (Foto: Thiago Fernandes/Arquivo Pessoal)
Pronta, Vila Olímpica deve ficar dessa forma

O Ministério do Esporte afirmou que, por parte do órgão, não há problema com o convênio. Informou ainda que os recursos são repassados pela Caixa Econômica Federal a partir de medições. A cada vistoria, o banco transfere outra parte das verbas.

A reportagem entrou em contato com a Caixa Econômica Federal e questionou sobre um possível interrompimento nos repasses devido ao atraso da obra, mas até o fechamento da reportagem não houve retorno.

Como medida de investigação, o Ministério Público Federal determinou que o setor de Segurança e Transporte da Procuradoria da República faça uma diligência na obra para averiguação, questionando os funcionários sobre a contratação deles e o pagamento. Também deve ser examinada a movimentação financeira da conta bancária do convênio e os boletins de medição que subsidiaram a liquidação das despesas da obra.

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