sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Alerta: Número de casos de AVC em pacientes com menos de 40 anos tem crescido no Brasil

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Jornal Hoje
Foto ilustrativa da internet


Todo ano, no Brasil, 15 mil pessoas entre 15 e 39 anos sofrem um AVC.

Essa faixa etária já representa 10% do total de casos.

Números do Ministério da Saúde mostraram uma situação preocupante: a do crescimento de AVC, o acidente vascular cerebral, em pacientes com menos de 40 anos.

O publicitário Marcos Paulo Hoff anda com dificuldade e mal consegue mexer o braço direito. Ele sempre praticou esportes, nunca teve problemas de pressão, não fumava e sempre levou uma vida normal. Até o dia em que acordou com todo o lado direito paralisado e caiu no banheiro. Ele teve um AVC: “Estava sozinho e eu não pensei em gritar, mas também não ia adiantar nada, porque eu estava no banheiro, até algum vizinho ouvir não daria. Foram dez horas sem socorro. Minha mãe só foi chegar à noite, umas 20h. Aí ela me achou e me chamou. Foi a hora que descobri que tinha perdido a fala”.

Há dois anos, Marcos está sem trabalhar e faz fisioterapia para se recuperar das sequelas. Ele conseguiu voltar a falar, a andar e a mexer um pouco o braço, mas a mão direita ainda está paralisada: “O movimento tá bem limitado. Consigo esticar o braço, mas a mão só fecha, não abre. E agora tive que me reinventar com a esquerda. Agora virei canhoto”.

O que chama a atenção no caso do Marcos é que ele teve o AVC com apenas 29 anos de idade. O levantamento feito com base em dados do Ministério da Saúde mostra que, todo ano, no Brasil, 15 mil pessoas entre 15 e 39 anos de idade sofrem um acidente vascular cerebral. Isso já representa 10% do total de casos.

O neurologista Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, explica que há dois tipos de AVC: o isquêmico, quando há um entupimento em um vaso que impede a circulação do sangue em uma parte do cérebro, e o hemorrágico, quando um vaso de rompe e provoca sangramento, como aconteceu com o Marcos.

Segundo o neurologista, o número de casos em jovens está aumentando por causa, principalmente, da falta de exercícios físicos e da obesidade: “Há sinais de alerta mais importantes, a pessoa pode se auto testar e ver se tem déficit de força, se consegue levantar o braço e as pernas com mesma facilidade dos dois lados. Eu sempre falo que, na dúvida, é melhor ir para o pronto socorro do que esperar em casa. Em um AVC o tempo é cérebro, quanto mais rápido conseguir atender, mais chance tem de poupar o cérebro dele”.

“No começo foi um choque. Minha vida mudou completamente. Estou bem adaptado, mas vou continuar tentando melhorar sempre”, afirma Marcos.

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