sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Três cidades paraibanas tem prefeitos afastados em investigação de desvio de dinheiro

 
Click PB
Foto reprodução Click PB


A PF cumpre cinco mandados de prisão preventiva e temporários em desfavor de cinco pessoas, além de busca e apreensão nas prefeituras de Patos, Emas e São José de Espinharas, em duas residências e empresa.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (09) a “Operação Veiculação” nos municípios de Patos, Emas e São José de Espinharas, no Sertão paraibano. Os prefeitos dos três municípios foram afastados cautelarmente de seus cargos.

Os sete envolvidos nas irregularidades foram afastados das funções e dos cargos públicos. A PF cumpre cinco mandados de prisão preventiva e temporários em desfavor de cinco pessoas, além de oito mandados de busca e apreensão nas três prefeituras, duas residências e empresa.

De acordo com informações da PF, a operação investiga um esquema de desvio de recursos públicos, irregularidade em licitações e contratos de serviços de locação de veículos.

Os mandados também estão sendo cumpridos nos municípios de João Pessoa, Cabedelo e em Recife, capital pernambucana. Em Patos, a PF estaria realizando busca e apreensões na prefeitura e na casa da prefeita Chica Motta.

O propósito da operação é dar cumprimento a ordens judiciais emanadas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado em Recife. O TRF 5 determinou o afastamento dos cargos públicos de cinco pessoas, em três municípios diferentes.

Foi constatado direcionamento de processos licitatórios e superfaturamento de contratos, aplicados em ações dos Programas de Transporte Escolar; Fundeb; Pró-Jovem Trabalhador; e Bloco de Média e Alta Complexidade. Alguns dos envolvidos na operação são investigados também na Operação Desumanidade, que apurou irregularidades em obras custeadas com recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) na Paraíba.

Participam da operação cerca de cem pessoas, entre policiais federais e auditores do Ministério da Transparência. Os investigados devem responder pelos crimes de fraude à licitação, desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro, entre outros.

 

A prefeita Francisca Motta divulgou nota em que seu advogado se manifesta sobre a operação. Leia:

A Paraíba está incomodada com perseguição a Francisca Motta, diz advogado

Durante entrevista à imprensa na manhã desta sexta-feira, 09, o assessor jurídico do gabinete da Prefeitura de Patos, o advogado Jackson Lucena, demonstrou indignação para com a exposição da reputação da administração municipal patoense, antecipando a disposição da edilidade quanto a colaboração para esclarecimentos dos fatos levantados pela Operação Veiculação.

"Entendemos como um ato arbitrário o pedido de prisão da secretária Ilanna Motta, chefe de gabinete, que nunca se furtou a prestar esclarecimentos, a comparecer a qualquer órgão investigativo contribuindo com a elucidação de qualquer dúvida, quando convidada. É servidora efetiva licenciada do Tribunal Regional do Trabalho, possui residência fixa, dá expediente diariamente em seu local de trabalho e é de fácil acesso a toda população, não oferecendo risco algum ao curso de qualquer investigação", afirmou.

Segundo o advogado Jackson Lucena, desde as primeiras horas do dia, a gestão municipal está colaborando em todos os sentidos com os órgãos responsáveis pela referida operação, inclusive, repassando todo e qualquer esclarecimento e documentos necessários para a elucidação dos fatos levantados.

“Estamos dispostos e colaborando com tudo que é preciso por determinação da Prefeita Francisca Motta, uma gestora séria, que na última semana recebeu da Folha de São Paulo o indicador de uma das gestões mais eficientes do Brasil, bem como, uma honraria do Ministério da Educação por ter atingido em 2016 o índice do IDEB de 2022", pontuou.

O advogado estranhou a data de deflagração da operação, uma vez que a decisão para realização da mesma foi deferida em 14 de junho de 2016, porém foi executada "coincidentemente dois meses após, em pleno cenário eleitoral", diz a defesa da gestora. "Francisca Motta é uma gestora que possui uma história pública de mais trinta anos de transparência e honestidade em toda Paraíba. Tenho certeza que todo o Estado está incomodado com essa campanha difamatória e tratamento seletivo para com a administração Municipal de Patos",  enfatizou.

O advogado disse que a gestora tem "todos os recursos e instrumentos legais necessários para que a prefeita conclua seu mandato com a eficiência administrativa, nacionalmente reconhecida, como vem ocorrendo desde o primeiro dia do seu mandato". "Prova disso é a nossa grande agenda de inaugurações e benefícios de trabalho para o povo de Patos, neste final de semana”, disse.

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