domingo, 11 de setembro de 2016

139 municípios da PB são atendidos apenas por uma operadora de telefonia

Imagem ilustrativa
Portal Correio
Foto: Rafael Neddermeyer


Sinal é falho na maioria deles e situação prejudica socorro a vítimas de acidentes.

Uma ligação pode salvar uma vida. Em caso de acidentes, a orientação é que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) seja chamado. Porém quando em um estado, no caso a Paraíba, onde 139 dos 223 municípios são atendidos por uma só operadora e que a falha no sinal é considerado algo normal, a população fica exposta e à mercê da sorte para que a chamada possa ser completada para poder contar com agilidade no atendimento em caso de algum infortúnio.

E nada pode ser feito, pois a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), afirma que como é um serviço privado, que fica por conta das operadoras decidir onde ofertarão cobertura. Na Paraíba, a cobertura da Tim é a mais ampla, atende 132 municípios; a Vivo atinge 83; e a Claro 79 cidades. A Oi foi contatada e não informou sua área de cobertura, mas possui antena um 92 municípios.

De acordo com a Anatel, os compromissos de atendimento das prestadoras da telefonia móvel, via de regra, são de cobertura de 80% da área urbana do distrito sede do município, e possuem cronogramas de atendimento vinculados aos respectivos editais de radiofreqüência.

Através de profissionais da área de saúde, responsáveis por evitar mortes, é possível perceber que a prestação inadequada do serviço pelas prestadoras traz prejuízos que extrapolam o direito à comunicação e à informação, afetando, inclusive, o direito à vida e à integridade física dos consumidores, o que foi constatado no relatório da CPI da Telefonia, que está sendo realizada pela Assembleia Legislativa.

Paulo Alexandre Guedes Brandão, natural de Patos e socorrista do Samu na cidade de Piancó, esclareceu que muitas vezes observa que os acidentados têm dificuldades em pedir socorro por telefone em virtude da falta de sinal, e que a própria comunicação entre a base e a ambulância fica prejudicada. Ele afirma que qualquer demora no atendimento diminui as chances de sobrevivência da vítima.

Brandão contou à CPI da Telefonia que trabalha a três anos no Samu de Piancó e, várias vezes, estava no plantão, e determinada hora de madrugada, chegavam batendo na sede regional, que atende várias cidades da região, às vezes na madrugada até, porque houve um acidente na rodovia, mas não tinha sinal, fazendo com que as pessoas fossem à sede para atendimento. Já a professora Maria Lúcia da Silva relatou o caso de seu irmão, no município de São Miguel do Taipu, que faleceu em virtude da impossibilidade de realizar chamada para a ambulância por falta de sinal da operadora.


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