sexta-feira, 13 de maio de 2016

Polícia diz que ex-namorado mandou matar mulher que o havia denunciado por crimes antes dela depor

Arma usada no crime foi apreendida
Portal Correio
Foto reprodução Portal Correio


Execução dela foi planejada e ordenada pelo ex-companheiro que está preso do Presídio Regional do Serrotão

Jéssikaline, 25 anos, que morreu no dia 7 de março deste ano em Campina Grande, no Agreste do estado, após ser baleada, deveria depor em um processo criminal por tráfico de drogas e outros delitos contra o ex-namorado. O testemunho dela no Tribunal estava previsto para o próximo dia 16 março. A execução da jovem foi planejada e ordenada pelo ex-companheiro que está no Presídio Regional do Serrotão. A conclusão é da delegada de Homicídios, Tatiana Matos. Quatro foram presos, dois detidos e a arma usada no crime foi apreendida.

De acordo com as investigações da Polícia Civil em Campina Grande, o desentendimento entre o casal começou em 2014 quando os namorados foram presos por tráfico de drogas, durante uma operação da Polícia Federal. “Na delegacia, Jéssika abriu o jogo durante uma 'delação premiada'. Após ela entregar a onda criminosa do namorado, ele foi indiciado e ficou preso. Ela foi liberada”, falou a delegada.


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O namorado passou um tempo preso e conseguiu fugir. Segundo a Polícia Civil, após a fuga, o rapaz passou a persegui-la tentando contato com a jovem para que ela mudasse o depoimento e o inocentasse. Ela se negou, mudou de endereço e de telefone, mas foi localizada. “Como Jéssika não cedeu, o ex-namorado resolveu matá-la. Ele foi preso novamente pela Roubos e Furtos e no presídio ao lado de um comparsa, que chefia uma organização criminosa em várias cidades, o plano foi arquitetado. O depoimento dela estava marcado para ocorrer do dia 16 março, mas ela morreu nove dias antes”, comentou Matos.

Como Jéssikaline trabalhava de motorista de transporte alternativo, outras pessoas foram contatadas para simular uma corrida. Após o acordo, a vítima foi ao local combinado. “Um rapaz entrou no carro e atirou na cabeça dela. Eles fugiram em uma motocicleta roubada”, pontuou a delegada. Os envolvidos confessaram o crime.

A vítima foi levada para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande onde morreu dois dias depois. A Polícia Civil descartou que a vítima tivesse sido morta em um suposto assalto, conforme informaram a família e autoridades policiais na época do crime.






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