quarta-feira, 18 de maio de 2016

Estado contabiliza 116 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes

G1 PB
Foto ilustrativa da internet


Maioria das vítimas na Paraíba está na faixa etária de 12 a 14 anos.

O Disque 100 recebeu 116 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes na Paraíba nos quatro primeiros meses de 2016. Do total das vítimas, 88 são meninas e 39, meninos. Em 32 casos, o sexo das vítimas não foi informado. Foram 36 denúncias em janeiro, 20 em fevereiro, 35 em março e 25 em abril. Os dados são da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Esta quarta-feira (18) marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescente.

A maioria das vítimas na Paraíba (51) está na faixa etária de 12 a 14 anos. Outras 32 têm de 15 a 17 anos. Também foram registradas denúncias de violência sexual contra crianças de 8 a 11 anos (24), de 4 a 7 anos (17) e de 0 a 3 anos (19). Outras 16 denúncias não tiveram informações sobre idades das vítimas.

Nas denúncias que têm informações sobre suspeitos, 77 são homens e 30 são mulheres. Os suspeitos são principalmente as mães das vítimas (27), vizinhos(as) (17), pais (16) e padrastos (13).

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Na Paraíba, também há registros de suspeitos que são tios(as) (11), desconhecidos (11), namorados(as) (5), amigos(as) (5), irmãos(ãs) (5), cuidadores(as) (5), avós (3), companheiros(as) (2), diretores(as) de escola (2) e avôs (1). Em outros 97 casos, a relação dos suspeitos com as vítimas não foi informada.

Em 2015, o Disque 100 recebeu 576 denúncias na Paraíba, sendo 188 no primeiro quadrimestre. No ano anterior, houve ainda mais denúncias. Foram 616 ao longo de 2014, sendo 201 no primeiro quadrimestre. Desde 2011, 2013 foi o ano com o maior número de casos, 947.

Conselhos Tutelares

Em João Pessoa, 18,9% das ocorrências remetidas a cinco dos Conselhos Tutelares da cidade no período de junho de 2012 até junho de 2015 foram de violência sexual. Os dados são do Relatório Diagnóstico das Ações de Enfrentamento às Violações Contra Crianças e Adolescentes a Partir dos Conselhos Tutelares da Cidade de João Pessoa que terá mais detalhes divulgados no próximo dia 24.

A análise foi coordenada pela Casa Pequeno Davi, com a parceria da Concern Universal e Amazona – Associação de Prevenção à Aids, cofinanciamento da União Europeia e apoio da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio do Núcleo de Pesquisas e Estudos sobre o Desenvolvimento da Infância e Adolescência (Nupedia).

De acordo com um dos coordenadores do estudo, Ronildo Monteiro, para realização do diagnóstico foram analisados os cadernos e livros de registro de junho de 2012 até junho de 2015. Os dados são oriundos dos Conselhos da Região Sudeste, da Região Mangabeira, Região Sul, Região Norte e Região Praia.

Atividades do setor público

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH), participou, na tarde desta quarta-feira (18), de uma mobilização no Ponto de Cem Réis organizada pela Rede Interinstitucional de Enfrentamento do Abuso e da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Redexi). Na ocasião, foi divulgado o Disque Estadual 123, que atende denúncias de todo tipo de direito violado de forma sigilosa.

“Estamos realizando várias atividades neste mês de maio para alertar a população sobre a importância de denunciar e ajudar a enfrentar a exploração sexual que acomete crianças e adolescentes em todo o Brasil. Nesta quarta, estivemos em escolas falando para professores e adolescentes sobre o que é a exploração sexual e os sintomas que a vítima pode apresentar, além de também participar da mobilização no Ponto de Cem Réis”, informou Cristina França, coordenadora das Ações Estratégicas de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Criança e Adolescente da SEDH.

Ela destacou ainda que em todo o estado estão acontecendo atividades realizadas por meio dos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas), regionais e municipais, além de visitas a escolas (públicas e privadas), rodas de conversas e palestras que têm como objetivo orientar a população sobre uma das piores formas de violência sexual, que se configura na exploração sexual.





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