domingo, 15 de maio de 2016

Chuvas começam no Litoral e terminam no Sertão, mas 81 açudes da PB estão em estado crítico

Açudes do Sertão continuam com pouca água
Portal Correio
Foto reprodução Portal Correio


No Sertão, a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba considerou as chuvas como dentro da média prevista para o período, mas a situação de três dos quatro maiores reservatórios da região é crítica.

O fim do período chuvoso no Sertão paraibano e o início das chuvas mais intensas na região do Litoral deixam transparecer realidades distintas no estado. No Sertão, o fim do período de chuvas não foi sinônimo de mananciais recarregados, mas de agravamento da situação hídrica em muitos deles. Já no Litoral, as chuvas, mesmo fora de época, deixaram açudes cheios. Ao todo, o estado tem 81 dos 125 mananciais em situação de alerta, com menos de 20% da capacidade, ou crítica, abaixo dos 5% de volume.

No Sertão, a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) considerou as chuvas como dentro da média prevista para o período, mas a situação de três dos quatro maiores reservatórios da região é crítica.

Com capacidade para armazenar 591 milhões de metros cúbicos (m³), o açude de Coremas está com apenas 8,8% do volume; o açude de Mãe D’Água, que tem capacidade para 567,9 milhões de m³, está com apenas 13,9%; e Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, tem capacidade para 255 milhões de m³, mas registra apenas 8% do volume, segundo dados da Aesa.

Outros mananciais menores como o Arrojado (1,8%), em Uiraúna; Bastiana (0%), em Teixeira; Cachoeira dos Alves (0,2%), em Itaporanga; Caraibeiras (0%), em Picuí; Carneiro (0%), em Jericó; Engenheiro Arcoverde (3,2%), em Condado; Escondido (0%), em Belém do Brejo do Cruz; e Mucutu (3,2%), em Juazeirinho são exemplos de açudes secos ou a beira do colapso.

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Outro açude que também vive situação complicada é o de Boqueirão, em Campina Grande. Segundo a Aesa, o manancial, que tem capacidade para 411,6 milhões de m³ tem atualmente apenas 9,7% de volume. Com isso, a cidade deverá passar por um novo modelo de racionamento nos próximos meses.

“O período mais chuvoso no Sertão começou em fevereiro e termina agora em maio. As chuvas foram dentro da média esperada prevista pela Aesa, mas alguns locais registraram mais chuvas e outros nem tanto. O fim do período chuvoso não quer dizer que não vá chover em outros meses”, contou a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira.

Litoral tem açudes recarregados

No Litoral a situação das chuvas é considerada melhor. O período chuvoso, que começou em abril e vai até julho, também é analisado como dentro da média pela Aesa, mas os mananciais conseguiram receber mais água.

Na Grande João Pessoa os açudes de Marés e Gramame/mamuaba já registraram sangramento. Marés sangrou em abril, mas atualmente tem 1,6 milhões de m³, ou 76% do volume, o que representa uma perda de quase 25% em um mês.

Já Gramame/Mamuaba continua sangrando. O açude é o principal responsável pelo abastecimento de boa parte da Grande João Pessoa e se encontra com 56,9 milhões de m³.

“O Litoral também está com chuvas dentro da média para o período, embora tenhamos registrado boa quantidade de chuvas na Grande João Pessoa desde abril. A expectativa é de um bom período de chuvas até julho e que outras ocorrências possam ser registradas no decorrer do ano”, disse Marle Bandeira.

Chuvas pelo estado

Ainda segundo dados da Aesa, do início do ano até esta semana, João Pessoa acumula 740 mm de chuvas; Coremas acumula 483 mm; Mãe D’Água acumula 372,3 mm; Sousa registrou 523 mm de chuva; e Cajazeiras teve 755 mm. Já a região do açude de Boqueirão registrou apenas 103 mm de chuva em 2016.






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