quarta-feira, 4 de maio de 2016

Calamidade: Volume do Açude de Boqueirão cai pra menos de 10% e racionamento vai aumentar

Boqueirão chega ao nível mais baixo da história 
Portal Correio
Foto reprodução Portal Correio


Campina vai ser dividida em duas zonas, onde cada uma receberá água por cerca de três dias na semana. Mudança começa quando Boqueirão atingir volume morto ou a ANA reduzir vazão para a Cagepa.

O racionamento de água em Campina Grande pode sofrer alterações nos próximos dais por conta do baixo volume de água registrado nesta terça-feira (3) no açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão, que chegou aos 9,9% de capacidade (pouco mais de 40,8 milhões de metros cúbicos). Com isso, a cidade deve ser dividida em duas zonas, que receberão abastecimento em períodos alternados. Na outra ponta da história, o Sertão do estado registrou chuva forte no começo desta semana; veja abaixo.

Segundo o gerente regional da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) em Campina Grande, Ronaldo Meneses, existem duas vertentes que devem modificar a distribuição de água para Campina Grande.

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Na primeira, o abastecimento será modificado quando Boqueirão atingir o volume morto, que ocorre no momento em que o volume baixa drasticamente e a captação deixa de ser realizada com os equipamentos tradicionais. A perda de volume do açude acontece por conta da evaporação, do consumo e da falta de chuvas na região.

“Atualmente toda a cidade recebe água da quarta-feira até à tarde do sábado, ficando com os outros dias sem água. Ainda estamos conseguindo captar água de Boqueirão da forma tradicional, que ocorre quando nossos equipamentos conseguem bombear água normalmente. Porém, a qualquer momento o açude pode baixar mais de volume e os equipamentos não vão conseguir bombear a água, puxando apenas ar para as tubulações. Com isso, teremos que acionar as três bombas flutuantes, que captam a água na superfície do manancial, começando a captação via volume morto”, contou Ronaldo Meneses.

A outra vertente que pode modificar o racionamento em Campina Grande é uma nova resolução da Agência Nacional das Águas (ANA). O novo documento deve sair no mês de junho, quando técnico da agência vão visitar o manancial para analisar a situação.

“A água de Boqueirão é de responsabilidade da ANA e foi ela que determina a vazão que a Cagepa pode retirar do açude. Atualmente retiramos 650 litros de água por segundo, quando a necessidade de Campina Grande é de 1,4 mil litros por segundo. Técnicos da ANA vão visitar Boqueirão e uma nova resolução deve ser emitida. Da maneira como esta, a ANA deve restringir ainda mais a nossa vazão, então essa é a outra vertente em que o abastecimento vai sofrer alterações”, disse o gerente regional da Cagepa.

Campina vai ser dividida por zonas

De acordo com Ronaldo Meneses, a Cagepa já preparou e instalou todos os equipamentos necessários para iniciar as operações via volume morto. Quando a nova operacionalização ocorrer Campina Grande vai ser dividida em zonas A e B, com abastecimento alternado a cada três dias.

“Nós monitoramos o nível de Boqueirão diariamente e a gente imaginava que o volume morto seria atingido em fevereiro. Independentemente se for pela ANA ou pelo baixo volume estamos prontos para iniciar o novo modelo de racionamento, que pode acontecer a qualquer momento. Ficou definido que Campina vai ser zoneada e o abastecimento será realizado, em cada zona, por cerca de três dias. Com isso, uma zona terá abastecimento de segunda até quarta e a outra ficará de quinta até sábado, com o domingo sem abastecimento para toda a cidade. Isso ainda pode variar dependendo das condições do açude”, afirmou Ronaldo.

Sertão registra chuvas

O município de Curral Velho, no Sertão paraibano, a 463 km de João Pessoa, registrou 62 milímetros (mm) de chuva durante à tarde da segunda-feira (2), segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).

Durante a chuva, ruas da cidade ficaram alagadas. Ainda segundo a Aesa, antes de chover o açude Bruscas, que fica em Curral Velho, e abastece o município, registrava 23,7% da capacidade total, que é de 38,2 milhões de metros cúbicos (m³).





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