sábado, 2 de abril de 2016

'Só pensava na minha casa', diz gerente vítima de sequestro na PB

Agência dos Correios é assaltada em Juarez Távora, na Paraíba (Foto:  Altair Silva/TV Paraíba)
G1 PB
Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco


Funcionário ficou sob poder dos suspeitos por quase 72 horas.

 “Eu só pensava na minha casa. Chegar na minha casa, descansar e só. Só pensava nisso, pensava em Deus, na minha família”, contou o gerente da agência dos Correios de Juarez Távora, que passou mais de 72 horas sob o poder de dois suspeitos apos um assalto na agência. O funcionário contou como foi a ação dos assaltantes durante o roubo e o que aconteceu durante o período em que foi mantido refém dos suspeitos.

O crime aconteceu na manhã da segunda-feira (28). Homens armados invadiram a agência e, após renderem clientes e funcionários, tiraram o dinheiro do caixa. “Desde que o assalto começou, eles já foram pedindo pra abrir o cofre. Só que o cofre tá bloqueado. Eles ficaram nervosos e quando estavam saindo da agência, se depararam com a polícia na frente. Foi quando eles ficaram nervosos e resolveram sair com a gente como refém. Foi quando eles resolveram pegar a viatura”, disse o gerente, que não quis se identificar. Além do gerente, o vigilante também foi feito refém.

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Ao chegar na BR-230, a dupla interceptou outro veículo, com uma jovem que também foi mantida refém. No local, os suspeitos abandonaram o carro da polícia e libertaram o vigilante. “Saímos no caminho para Itabaiana, quando aconteceu uma barreira da polícia e também teve disparos de armas de fogo e nós fomos usados como escudos, na verdade. Foi quando aconteceu de irmos para um canavial. Dentro do canavial, encontramos outra viatura e também servimos de escudo de novo”, contou o gerente.

Ainda segundo o funcionário, enquanto estavam no canavial, ainda na segunda-feira, os suspeitos foram perseguidos pelo helicóptero da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds). “[Eles] mandaram nós deitarmos e nos cobriram com folhas secas para o helicóptero não nos ver. Chegamos à noite, saímos e andamos em torno de umas três horas, por dentro do canavial, foi quando encontramos uma escolinha.

Como a moça estava machucada, resolveram deixar ela na escola e levar só eu apenas”, disse. A mulher, de 24 anos foi libertada na manhã da terça-feira. Segundo informações da Polícia Militar, a escola fica no Sítio Angicos, em Juripiranga, na Mata paraibana. No mesmo dia, dois suspeitos de ajudarem os sequestradores foram presos.

Na terça-feira, os dois suspeitos e o refém ficaram em um canavial. De acordo com o gerente, para dormir e analisar o que seria feito no outro dia. Na manhã da quarta-feira (30), a polícia localizou e prendeu os suspeitos na zona rural de Pedras de Fogo, também na zona da Mata.

Tanto os dois homens quanto o gerente estavam debilitados. “Foi uma alegria imensa, assim, quando a polícia chegou. Que aí eu me senti mais liberto”, concluiu o funcionário.





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