domingo, 10 de abril de 2016

Lançado no Japão em 2002, pedaços de foguete são vistos no céu da Paraíba

Flashes do detrito registrados no céu de JP
Portal Correio
Fotos reprodução Portal Correio


Foguete H-2A, cujos fragmentos foram vistos em João Pessoa - PB, já foi usado para lançar satélites em órbitas geoestacionárias, para pôr um satélite em órbita da lua e para mandar uma sonda espacial para o planeta Vênus.

Pedaços do foguete H-2A, lançado no Japão em 2002, foram vistos passando sobre João Pessoa na noite dessa quinta feira (7). O registro foi feito pela Estação DCS1/PB da Bramon (Rede Brasileira de Observação de Meteoros).

A Bramon, em publicação nas redes sociais, noticiando o ocorrido, explicou que O H-2A é um sistema de lançamento "descartável" da JAXA, a Agência Espacial Japonesa. Todas as partes do foguete vão sendo descartadas na medida em que ele ganha altitude, até alcançar a órbita desejada.

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O H-2A já foi usado para lançar satélites em órbitas geoestacionárias, para pôr um satélite em órbita da lua e para mandar uma sonda espacial para o planeta Vênus. No total, já foram 30 lançamentos entre 2001 e fevereiro deste ano, sempre a partir do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão.

Os observadores da Bramon ressaltam que todas essas peças descartadas a cada lançamento reentram na atmosfera ou ficam orbitando a Terra, formando uma espécie de nuvem de lixo espacial. No segundo lançamento, em 4 de fevereiro 2002, o H-2A deixou no espaço dois grandes detritos que orbitam a Terra até hoje. Um destes é justamente o que foi flagrado por uma das estações da Bramon na capital paraibana. 

O detrito, com o número 28243 registrado no Catálogo Norad, que identifica todos os artefatos orbitando a Terra, foi visível na forma de flashes sequenciais com espaçamento e período constantes, o que indica que o objeto está girando em torno de si mesmo. O período entre os flashes, de aproximadamente 8,25 segundos, sugere que o período de rotação dele é em torno de 16,5 segundos.

A órbita do objeto bastante alongada é característica de detritos de veículos lançadores de satélites geoestacionários, que precisam alcançar uma órbita mais distante da Terra. Os satélites geoestacionários são aqueles que se encontram aparentemente parados relativamente a um ponto fixo sobre a Terra, geralmente sobre a linha do equador.

Todo trabalho de busca e identificação foi feito por Ravi Jagtiani. A estação DCS1/PB é administrada por Damião Carvalho, que também coordena o Planetário do Espaço Cultural, em João Pessoa.

Mapa da passagem sobre João Pessoa

Mapa da passagem sobre João Pessoa






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