quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Paraíba tem 37 casos de microcefalia confirmados em 24 municípios

 
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Foto reprodução Click PB



Ministério da Saúde divulgou boletim com casos confirmados de microcefalia ou com malformações por infecção congênita. 460 casos ainda estão em investigação.

A Paraíba contabiliza 37 casos confirmados de microcefalia relacionados ao Zika, ficando em quarto lugar dentre os estados. 460 casos de microcefalia ainda estão em investigação. Ao todo, o estado notificou 750 casos suspeitos de microcefalia de 2015 a 2016, dos quais 253 foram descartados.

Pernambuco continha sendo o estado com o maior número de casos de microcefalia confirmados (153), seguido da Bahia (99) e do Rio Grande do Norte (63), segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

No país foram confirmados 404 casos de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, sendo que 17 com relação ao vírus Zika. Destes. 401 estão na região Nordeste.

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A região Nordeste concentra 98% dos municípios com casos confirmados, sendo que Pernambuco tem o maior número de municípios com casos confirmados (56), seguido do Rio Grande do Norte (31), Paraíba (24), Bahia (23), Alagoas (10), Piauí (6), Ceará (3), Rio de Janeiro (2) e Rio Grande do Sul (1). Foram registrados casos confirmados de microcefalia em 156 municípios de nove estados brasileiros, desde o início das investigações no dia 22 de outubro do ano passado.

Brasil - O Ministério da Saúde e os estados investigam 3.670 casos suspeitos de microcefalia em todo o país. Isso representa 76,7% dos casos notificados.Ao todo, 4.783 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 30 de janeiro.709 casos notificados já foram descartados.

De acordo com o Ministério, os novos números demonstram aumento dos casos já classificados como confirmados e descartados nesta última semana, se comparado a semanas anteriores. O crescimento dos casos investigados e classificados foi de 52%, com relação ao boletim do dia 23 de janeiro. Eram 732 na semana anterior, passando para os atuais 1.113.

No total, foram notificados 76 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento espontâneo). Destes, 15 foram investigados e confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central, sendo que cinco tiveram identificação do vírus Zika no tecido fetal.  Outros 56 continuam em investigação e cinco já foram descartados.

Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

ORIENTAÇÃO- O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

ZIKA – O Ministério da Saúde irá anunciar nas próximas semanas a notificação compulsória dos  casos identificados como infecção pelo vírus Zika no Brasil. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) não contabiliza o número de casos de infecções pelo Zika.  Atualmente, o acompanhamento é feito pelo sistema de vigilância sentinela para monitorar a circulação do vírus e prestar apoio às medidas de prevenção à doença.

OMS – A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou ontem Emergência de Saúde Pública de importância internacional (ESPII) por vírus Zika e sua possível associação com a microcefalia e síndromes neurológicas. A decisão foi recomendada pelo Comitê de Emergência da OMS à presidente da organização, Margaret Chan, com base nas informações técnicas de entendimento do vírus Zika repassada pelo Brasil, França, Estados Unidos e El Salvador.

A emergência de saúde pública de importância internacional é um evento extraordinário que exige uma resposta coordenada. Este reconhecimento internacional deve facilitar a busca parcerias em todo o mundo, reunindo esforços de governos e especialistas para enfrentar a situação.






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