domingo, 13 de dezembro de 2015

"Profeta da chuva" diz que 2016 será seco; “nunca vi ano bissexto ser bom”

Mossoró Hoje
Fotos: Josemário Alves




Primeiro dia do ano, Cruzeiro do Sul, direção dos ventos e estação da lua. Esses são alguns dos fatores estudados pelo agricultor aposentado, Netinho Jerônimo, para prevê como será a próxima estação chuvosa.

Seu Netinho tem 83 anos, reside na zona rural de Apodi, no interior do Rio Grande do Norte, e se auto intitula um profeta das chuvas, termo usado para caracterizar homens e mulheres que elaboram previsões de tempo e de clima a partir de observações das mudanças do ecossistema, da atmosfera, dentre outros métodos tradicionais de previsão.

Baseado nessas observações, o profeta de Apodi acredita que o ano de 2016 não terá bom inverno. Isso por que o primeiro dia do ano é uma sexta-feira e terá, ainda, a lua na fase minguante, o que acarretará em baixa probabilidade de chuvas.

“O ano vai entrar num dia de sexta-feira, num minguante da lua e é bissexto. Nunca vi um ano bissexto ser bom. Também está sujeito a ele ser seco, por que em 2017, o ano vai entrar em um dia de domingo. Não temos inverno. O que vamos ter é umas chuvadinhas perdidas aqui e acolá. Eu não sei dizer os meses que vão ser não, mas vão ser todas entre vão da lua. Entre fases”, revela.

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Outro fator analisado por seu Netinho é o Cruzeiro do Sul. Para ele, enquanto a constelação estiver surgindo durante a madrugada, não é um bom sinal para o homem do campo.

“O Cruzeiro está saindo de madrugadinha, quase 4h da manhã. Isso é sinal de que as chuvas vão custar muito a vir. O inverno só pega quando ele está saindo aqui de 7h da noite”, conta ele. “Tem um mentiroso dizendo que quem vai governar o ano que vem vai ser o sol, mas eu digo que é mentira. Quando o sol governa, nunca é seco”, acrescenta.

Apesar das dificuldades durante os cinco anos de seca que atinge o Rio Grande do Norte desde 2010, Netinho conta que não perdeu nenhum animal de fome ou de sede. Ele trabalhou nos seus açudes para produzir alimento suficiente e garantir a sobrevivência do seu rebanho.

“Me virei com meus açudes. Meus açudes encheram no ano passado só com uma chuva. Uma chuva de 120 milímetros. Aí eu plantei capim a fole. Tô até engordando um boi aí agora. Mas, nesses cinco anos de seca eu não perdi nenhum bicho meu. Por causa da seca, não”, concluiu.

A previsão do profeta das chuvas vai de encontro com a dos meteorologistas. Recentemente em entrevista ao MOSSORÓ HOJE, o meteorologista Gilmar Bistrot, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN), revelou que o inverno no Estado está seriamente comprometido.

A explicação está no fenômeno meteorológico El niño, que se encontra na categoria de maior intensidade, e a região pode enfrentar o seu sexto ano seguido de estiagem.

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Seu Netinho tem 83 anos







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