sábado, 5 de dezembro de 2015

Boqueirão se aproxima do volume morto, mas CAGEPA garante água até fevereiro de 2017

PB Agora
Foto reprodução internet 





Boqueirão continua secando. Fonte de sobrevivência para centenas de paraibanos, o Açude Epitácio Pessoa em Boqueirão, está muito próximo de atingir o chamado “volume morto”. A perspectiva é que o açude responsável pelo abastecimento de água de Campina Grande e mais 19 municípios do Compartimento da Borborema, chegue ao volume morto na próxima semana.


As três bombas de sucção que farão a captação flutuante do volume morto de água do Açude, estão sendo instadas e devem entrar em funcionamento a qualquer momento.

A pergunta que muitos campinenses tem feito é que até quando Boqueirão terá água para garantir o abastecimento da maior cidade do Estado com mais de 400 mil habitantes.

Apesar do prolongamento da seca, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) descarta a possibilidade de expandir o racionamento em Campina Grande e demais cidades abastecidas pelo açude de Boqueirão no próximo ano. A companhia garante que só passará a utilizar o volume morto do açude (52 milhões de m³) através do sistema de captação flutuante, a partir de janeiro. A obra, que deveria estar pronta no fim de outubro, se estenderá até dia 20.


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O gerente regional da CAGEPA, Simão Almeida, garantiu que mesmo retirada do volume morto, a água armazenada no açude é suficiente para abastecer Campina Grande até 2017.

“Claro, se chover, vamos diminuir os dias de racionamento, e isto é uma alteração. Mas ampliar o racionamento em 2016 nós não cogitamos”, disse.

Desde novembro deste ano, a suspensão do abastecimento passou de 60 horas para 84 horas, o que, segundo Simão, garante água nas torneiras até 2017. A CAGEPA diminuiu a vazão, que passou a ser de 650 litros por segundo.

Ele considerou ainda como boatos os comentários de contaminação da água, e reafirmou que a água retirada do reservatório não causará danos a saúde dos paraibanos. Alguns especialistas afirmam que a água do volume morto seria imprópria para o consumo humano. Simão Almeida informou que a ampliação em novembro teve como finalidade garantir que o abastecimento não pare até fevereiro de 2017, quando o açude chegará a cerca de 5% da capacidade total, que é de 411 milhões de metros cúbicos. Esse cálculo não leva em conta possíveis recargas de chuva, segundo o gerente.

Apesar do racionamento, a CAGEPA prevê que o açude vai chegar a 10% da capacidade, o que significa volume morto, na segunda quinzena de dezembro de 2015. Com isso, não terá mais força para levar a água por gravidade.

Um sistema de captação flutuante está em construção no açude para que a água continue sendo bombeada e distribuída. Uma torre foi construída às margens do local para ser conectada com três bombas que vão ficar dentro do açude. Elas vão levar a água até o sistema de distribuição da CAGEPA.

O manancial responsável pelo abastecimento de Campina Grande e mais 19 municípios do Compartimento da Borborema atingiu esta semana a marca de 13,2% de sua capacidade de armazenamento, o que corresponde a 54.368.390 m³ de água,. O índice representa a pior marca história do reservatório construído há mais de 50 anos pelo Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (DNOCS).






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