sábado, 14 de novembro de 2015

Homem citado em suposto 'sexo em plantão' diz que conversa foi forjada

Supostas conversas mostram diálogo sobre relação dentro do hospital em Cajazeiras (Foto: Reprodução)
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Fotos reprodução G1 PB



Conversas em aplicativo vazaram e chegaram até a direção do hospital.

Envolvido no caso tem suspeita sobre autoria e prestou queixa na delegacia.

O homem envolvido em uma possível troca de mensagens sobre sexo durante um plantão em um hospital de Cajazeiras garante que as conversas foram forjadas. Ele prestou queixa em uma delegacia da cidade na quarta-feira (11) contra outra pessoa, que ele suspeita ser a responsável pela divulgação das imagens que mostram diálogo. "Não estão nem tentando explicar o que aconteceu. Estão mostrando apenas trechos das conversas”, reclama.

O caso envolveu funcionários terceirizados do Hospital Universitário Júlio Bandeira e as imagens com supostas conversas deles em um aplicativo de mensagens instantâneas vazaram na terça-feira (10). Na tarde desta sexta-feira (13), o diretor administrativo da unidade de saúde, Marcelo José Pinheiro, disse que uma análise prévia de imagens das câmeras de segurança do local indicam que o caso não existiu. “Acreditamos que tenha sido algo forjado para prejudicar os nosso funcionários”, disse.

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O motorista de ambulância, que pediu para não ser identificado, conta que ligaram pra ele na madrugada dizendo para aproveitar o último plantão. "Não foi a primeira vez que fui ameaçado. Agora, a confusão vai ficar para mim”.

Ele disse ainda que está com medo de perder o emprego. “Eu estou mal. Sou casado. A menina da conversa vai casar. Fico na desconfiança, tenho medo de ser demitido. A última vez que conversei com a menina envolvida no caso, o companheiro dela não acreditava que seria algo forjado. O mal estar é completo”, relatou ele.

Na avaliação do motorista, é muito fácil forjar uma conversa como  a que vazou. “A conversa mostra a repetição de nomes a cada final de frase. Qual a necessidade de repetir o nome? E as conversas mostram horários diferentes. As pessoas não perceberam os horários”, ressaltou.

 Direção acredita que caso foi forjado

Imagens de câmeras de segurança desmentiriam as mensagens que indicam que dois funcionários de um hospital em Cajazerias, Sertão da Paraíba, teriam feito sexo durante o plantão. A informação é do diretor administrativo da unidade, Marcelo José Pinheiro, que disse nesta sexta-feira (13) que as imagens já passaram por uma análise e confronto com informações sobre horários das mensagens.

Segundo Marcelo Pinheiro, as 30 câmeras da unidade hospitalar foram verificadas nos horários das mensagens, mas nada de irregular foi encontrado. Além disso, o diretor disse que conversou com os funcionários que estavam de plantão com os envolvidos na conversa, mas as informações vazadas não foram confirmadas.

O diretor ainda destacou que confia muito nos dois envolvidos no caso, que ele considera como "funcionários que zelam muito pela unidade, pelo trabalho", e que a investigação administrativa vai continuar.

A diretora geral do hospital, Maria Mônica Paulino, disse que os funcionários são terceirizados e não foram afastados porque o caso ainda está sendo investigado. "Ninguém sabe ainda se é verdade. Pode ser uma montagem, porque antes dos prints vazarem um dos nossos diretores recebeu uma ligação onde disseram que ele iria saber de tudo", ressaltou. As imagens das câmeras de segurança serão usadas nas investigações, contou ainda Maria Mônica Paulino.

Em nota, a direção afirma que "determinou a abertura de Processo Administrativo para verificar a veracidade das informações e que, se for necessário, estará encaminhando o processo para apuração junto a Polícia Federal para outras medidas investigativas".

Entenda o caso

Na suposta troca de mensagens, os funcionários estariam combinando um encontro dentro do hospital. O homem, que trabalha como motorista de ambulância, diz que vai na frente e pede para a mulher, que trabalha como auxiliar de limpeza, fingir que está indo jogar o lixo por volta das 0h30. A funcionária pede para eles terem cuidado porque uma servidora está de olhos neles. Em outro diálogo, a mulher afirma que adorou o plantão. Já em outro momento, ela pergunta: "E quando vamos fazer aquela loucura novamente lá no hospital?". O funcionário responde: "Próxima vez quero te pegar na ambulância".






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