domingo, 20 de setembro de 2015

Nova rede sem fio pode tornar o seu Wi-Fi 100 vezes mais veloz

Imagem mostra o tipo de antena desenvolvido pelos cientistas para transmitir em terahertz (Foto: Divulgação/Universidade Brown)
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Foto: Divulgação/Universidade Brown



Uma tecnologia desenvolvida por cientistas da Universidade Brown, nos Estados Unidos, promete abrir caminho para a aplicação de altas frequências na transmissão de dados. A chamada radiação de terahertz promete velocidades 100 vezes maiores do que os padrões de comunicação sem fio atuais, baseados em micro-ondas no espectro dos gigahertz.

O desenvolvimento de padrões que apliquem frequências tão altas de comunicação sempre esbarrou em problemas físicos. Um exemplo disso é o fato de que a transmissão em terahertz, nos cabos usados hoje em dia, seria inviável, já que o próprio material que é usado nos fios de transmissão acabaria absorvendo parte da informação, atenuando o sinal e comprometendo a transferência.

Outro problema relacionado com a forma de se transmitir dados a essas frequências está relacionado com a estrutura das redes atuais. Hoje, em um mesmo cabeamento óptico ou canal wireless, viajam centenas de informações diferentes.

Usando o que se chama de “multiplexers”, essas informações são realocadas na ponta final da rede. Um exemplo disso é a forma como um mesmo cabo pode transmitir incontáveis conversas telefônicas ao mesmo tempo, mas, no final do fio, cada usuário ouve apenas a chamada que lhe diz respeito.

Porém, os cientistas estão confiantes de que uma nova interpretação do problema pode resolver os obstáculos. Segundo a pesquisa, publicada na Nature Photonics, foi desenvolvido um tipo de meio para propagar as ondas em frequências na casa dos terahertz que acaba com o problema de absorção do material.

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Basicamente, a solução é uma antena especial, que conta com duas placas metálicas dispostas paralelamente e um espaço vazio, composto de ar, entre elas. É por esse vão que as ondas são emitidas e se propagam.

Para resolver o problema dos chamados multiplexers, os cientistas desenvolvem um padrão de transmissão que gera ondas em diferentes frequências. Cada onda representa um canal de informação, o que, no fim do cabo, significa que cada uma dessas ondas será compreendida como uma cadeia de dados independente, eliminando o problema da mistura de canais.

Os obstáculos para a criação de padrões tecnológicos que usem frequências elevadas em plataformas de comunicação ainda são enormes. Na avaliação dos cientistas, sistemas que usem redes com essas velocidades só devem começar a aparecer dentro de 10 anos.

A aplicação dessa tecnologia seria útil, principalmente, em redes domésticas e espaços corporativos, já que a comunicação via terahertz gera sinais que só podem ser transmitidos sem perdas em algumas centenas de metros, o que significa que redes 4G e 5G, e o que vier depois disso, ainda funcionarão nos gigahertz.




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