domingo, 14 de junho de 2015

Paraíba tem 71 casos de violência contra bancos em 2015

G1 PB
Foto ilustrativa da internet



Número de casos subiu 26,7% em relação ao mesmo período de 2014.

Explosões são as ocorrências mais comuns, com 33 registros.

A Paraíba teve 71 casos de violência contra bancos neste ano, até o dia 5 de junho. Os dados são do Mapa da Violência contra Bancos na Paraíba em 2015, divulgado pelo Sindicato dos Bancários. O número de casos aumentou 26,7% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registradas 56 ocorrências.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Marcos Henriques, os dados são alarmantes. “Os bancos tratam segurança como despesa e não como investimento. A gente tenta negociar, mas os bancos investem muito pouco, cerca de 5% do lucro, em segurança”, declarou.

A Secretaria da Segurança e da Defesa Social (SEDS) informou que os Núcleos de Inteligência das Polícias Civil e Militar da Paraíba vêm realizando um trabalho intenso para identificar os ladrões de bancos que atuam no estado.

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"A Polícia Militar realiza rondas noturnas com maior intensidade nos municípios com registros de explosões para impedir novas ações destes criminosos. Além disso, a Secretaria da Segurança e da Defesa Social firmou uma parceria com o Ministério Público e a Policia Federal. A SEDS também está trabalhando na regulamentação da Lei Estadual nº 10228 de 12/ 2013 para que as instituições financeiras cumpram a sua parte no que se refere à segurança do seu patrimônio e dos clientes cumprindo a parte que lhe cabe dentro do processo da instituição e das pessoas", diz a nota.

O 71º caso do ano aconteceu na manhã da sexta-feira (5) no município de Caaporã, Litoral Sul paraibano. O posto de atendimento de um banco particular foi alvo de explosão durante a madrugada. De acordo com a Polícia Militar, um grupo de pessoas em cerca de três carros teria atuado na ação. Apesar da explosão, os assaltantes não conseguiram levar o dinheiro do caixa eletrônico do local.

Ainda de acordo com o documento, a ocorrência mais comum é a explosão a banco. Foram 33 casos este ano. Em seguida, aparece o arrombamento, com 17 casos, saidinha de banco (12), tentativa de arrombamento (6), e assalto (3). Os bancos particulares foram os mais atingidos, de acordo com o levantamento. Foram 51 casos de violência em que os bancos particulares foram os alvos contra 20 casos em bancos públicos.

O que diz a FEBRABAN

A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) informou, por meio de nota, que o órgão e seus bancos associados vêm acompanhando com “extrema preocupação” os ataques a caixas eletrônicos em todo o país e “lamentam que a situação tenha chegado ao ponto de a população ser privada de um serviço dessa importância”.

De acordo com a FEBRABAN, além da população, os prejuízos decorrentes das explosões afetam igualmente as instituições financeiras, “que precisam reformar o local onde ocorreu a explosão, e repor os equipamentos danificados, sem reaproveitamento de peças ou maquinário”.

A federação explicou que, além de cerca de R$ 9 bilhões em investimentos, os bancos adotaram ao longo de uma década uma série de medidas preventivas para contribuir com a redução dos assaltos. Porém, a criminalidade migrou para meios mais violentos como explosões de caixas eletrônicos. “Para os bancos, a ação de segurança permitida pela legislação aos estabelecimentos comerciais e bancos é insuficiente frente à violência empregada. O combate desse tipo de crime exige um conjunto de ações no âmbito da segurança pública, com as quais a FEBRABAN e os bancos associados estão comprometidos em dar sua contribuição”, diz a nota.

A nota ainda informa que a FEBRABAN mantém reuniões com órgãos das Polícias Civil, Militar e Federal e do Exército para a identificação e prisão dos arrombadores e que “os bancos investem constantemente em tecnologia e outras formas para aperfeiçoar seus mecanismos de segurança”.




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