sábado, 9 de maio de 2015

Seridó paraibano: Aluno de escola estadual é aprovado em universidade de Portugal

Mais PB
Foto reprodução Mais PB





O aluno da Escola Estadual Professor Lordão, localizada na cidade de Picuí, no Seridó paraibano, José Djalisson Santos Oliveira, foi aprovado no curso de Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal. José Djalisson é filho de uma professora da rede pública estadual e de um pescador. Sua trajetória na escola é de muito sucesso, tendo desde cedo participação ativa em projetos sociais.

Aos sete anos, fez parte do Centro de Educação e Organização Popular (CEOP), onde participava de oficinas e atividades relacionadas a assuntos que, até então, não eram discutidos com crianças e adolescentes nas escolas, como abuso sexual, política, drogas e DSTs. Aos 11 anos, ingressou no Movimento Escoteiro. Como aluno, na 1ª série do Ensino Médio, publicou uma página nas redes sociais chamada “Diário de Classe – Professor Lordão”, na qual reportava sobre a situação da escola e a qualidade do ensino.

Representou a Paraíba como Jovem Deputado na edição de 2014 do Parlamento Jovem Brasileiro em Brasília, foi finalista do Programa Jovem Senador e Jovem Embaixador. Também foi aprovado na segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e a Olimpíada Paraibana de Química (OPBQ). Atuou como membro do Grêmio Estudantil e do Conselho da Escola Estadual Professor Lordão, também fez parte do Bateia de Cinema, um grupo de jovens que visa, junto com o audiovisual, efetivar trabalhos sociais, além de fazer parte do 2º Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude, movimento social de caráter popular organizado por jovens do campo e da cidade, onde são debatidos temas políticos fundamentais da juventude.

José Djalisson se destacou pelo hábito de leitura e sempre foi estimulado pelos professores da Escola Professor Lordão.  Tinha uma paixão por marcadores de páginas, o que o incentivou a enviar um e-mail para várias editoras de todo o Brasil pedindo os marcadores, no final do e-mail ainda acrescentava “e livros, caso estejam sobrando”. O pedido foi atendido e por quase dois meses chegaram vários marcadores de páginas até de outros países como Polônia, Eslovênia, Portugal, Espanha e livros de editoras famosas.


O aluno recebeu cartas incentivando-o a “ler e a acreditar nos seus sonhos”, de escritores da Bahia, São Paulo e Santa Catarina. “Fiquei muitíssimo feliz. A carta que mais me impressionou foi a de uma senhora de 89 anos, que pensava que a juventude estava perdida”, diz Djalisson, como é conhecido entre os escritores. “Doei parte dos livros a amigos e para a escola onde estuda, porque livro não é pra ficar numa estante levando poeira”, finalizou.





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