quinta-feira, 28 de maio de 2015

Maioridade penal: Na Câmara, Amado Batista defende "tapas" em crianças e distribui autógrafos

Cantor Amado Batista dá autógrafos a servidores da Câmara
UOL
Leandro Prazeres/UO



A participação do cantor Amado Batista na comissão especial da Câmara dos Deputados que avalia PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da redução da maioridade penal, nesta quarta-feira (27), foi marcada por frases polêmicas e pela tietagem. Batista, que é favorável à redução, disse não saber se sua presença na comissão colabora ou não com o debate em torno do tema e defendeu que o Estado permita que pais possam "dar uns tapas" em seus filhos. "Você precisa educar a criança em casa ou dando uns tapas ou botando de castigo", afirmou o músico.

Batista foi a primeira entre as várias "celebridades" convidadas a comparecer às audiências públicas que discutem a redução da maioridade penal de 16 para 18 anos de idade na Câmara dos Deputados. Ele foi convidado pela deputada federal Magda Moffato (PR-GO). Além de Batista, também foram convidados jornalistas como José Luiz Datena, Marcelo Rezende, Rachel Sheherazade, Caco Barcellos e o médico e escritor Dráuzio Varella.

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Amado Batista disse ser a favor da redução da maioridade penal. "Eu sou totalmente a favor da redução da idade penal, mas sou mais a favor da punição dos criminosos em qualquer idade. Não importa se o menino tem 10 anos, 11 anos, 20 anos, 50 anos. Estou falando do ser humano", afirmou.

O cantor, famoso por sucessos como "Secretária" e "Princesa", reclamou do que classificou como falta de liberdade dos pais para educarem seus filhos. Recentemente, em uma canção chamada "Que Saudade", Amado Batista defendeu a redução da maioridade penal.

"O governo tem que dar liberdade para que os pais possam educar as crianças. Como antigamente era. Hoje, não pode nem olhar para uma criança que é crime (...) Você precisa educar a criança em casa ou dando uns tapas ou botando de castigo. Agora, excessos, tipo quebrar braço, deixar roxo, eu sou totalmente contra esse tipo de coisa", afirmou.

Autógrafos

Amado Batista disse não estar certo sobre se a participação de "celebridades" na comissão da redução da maioridade penal ajuda a debater o tema. "Se colabora ou não, eu não sei. Espero que eu tenha sido claro no que eu quis dizer, que as pessoas reflitam em relação ao que eu disse, e que o Congresso possa refletir e votar a favor do país. Não é a favor da minha ideia, não. É a favor do país", disse o cantor.

Ao final da sessão, que durou pouco mais de quatro horas, Amado Batista distribuiu autógrafos e tirou fotos com fãs, a maioria deles funcionários ou ex-funcionários da Câmara. Até quem não conhece as músicas do cantor aproveitou a oportunidade para conseguir um autógrafo.

Foi o caso da vendedora de cosméticos Zenaide Nunes. Ela estava na Casa vendendo seus produtos quando ficou sabendo que Amado Batista estava no local e resolveu pedir um autógrafo para a cunhada.

"Me falaram que ele estava aqui e eu lembrei da minha cunhada e decidi pedir um autógrafo pra ela. Não me peça pra cantar uma música dele porque eu não vou saber", afirmou Zenaide.





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