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Soledade - PB: Vereadores reprovam projeto que criava mais 2 cargos na Câmara

Vereadores reprovam projeto que criava mais 2 cargos na Câmara de Soledade

SOLEDADE (PB) - Cinco dos 9 vereadores da Câmara Municipal reprovaram nesta segunda-feira (9) a noite um Projeto de Lei que pedia autorização para a criação de mais dois cargos comissionados.

Votaram contra o PL, os vereadores de oposição, Edvan Paredão (PSB), Fátima Barros (PSD), Genival Neto (PTdoB) e Márcio do Caminhão (PR), além de Marina Eloi (PMDB), que integra a bancada de situação mas também reprovou a criação de mais cargos para a estrutura da Câmara, que tem 11 servidores efetivos além de outros comissionados.

Votaram a favor do PL que pedia a criação dos cargos, Chiquinho do Alto (PR), Hélio de Marcílio (PTB) e Reginaldo de Baba (PT).

Esses cargos seriam criados para acomodar aliados de Hélio de Marcílio, que teria fechado o acordo para integrar a bancada do prefeito, Zé Bento (PT) justamente de olho nessas vagas.

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Há quem diga que o PL foi reprovado porque o presidente da Câmara, Miranda Neto (PT), teria orientado Marina a votar com a oposição, pois do contrário, a votação ficaria 4 a 4 e ele teria que desempatar a favor da aprovação da criação dos cargos.

Desta forma, Hélio levou uma tremenda de uma rasteira e agora ficou com a cara de tacho, pois traiu o bloco de oposição encantado pelo canto da sereia.

Quem estava nas galerias assistindo tudo de camarote era o ex-prefeito, Flavinho Aureliano, que ficou de alma lavada com a rasteira que Hélio levou.

O vereador tinha sido secretário de obras na gestão de Flavinho há bem pouco tempo e quando assumiu a titularidade do cargo após a morte de Louro Delfino, tratou logo de traí-lo na primeira oportunidade.

Aumento dos servidores

Na mesma sessão foram aprovados 2 projetos que concedem aumento para os servidores efetivos do legislativo bem como para os comissionados.

Porem os vereadores da oposição apresentaram emendas aos projetos porque queriam que o aumento fosse dado de forma igualitária tanto para os efetivos quanto para os comissionados.

Mas essas emendas foram rejeitadas e os comissionados receberam um percentual bem maior do que os efetivos.

Para se ter uma idéia da disparidade, o salário do tesoureiro saltou de R$ 900 para R$ 1.750, um aumento de 94,4%.

A oposição alega que os servidores efetivos trabalham diariamente enquanto alguns comissionados só vão ao parlamento nos dias das sessões.







Heleno Lima
Foto reprodução Heleno Lima
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