domingo, 31 de agosto de 2014

Marina ultrapassa Aécio e cresce quase seis vezes mais que rivais na rede social.

Um exemplo foi a campanha pelo uso de coque. Temendo que o penteado adotado por Marina Silva pudesse ser visto como conservador, a equipe da candidata criou a hashtag #coquetanamoda e pediu para que eleitores enviassem fotos usando o cabelo preso para comprovar que o look é o preferido de muita gente.
A candidata ainda foi beneficiada pela comoção após a morte de Eduardo Campos, que era o presidenciável pelo PSB. No dia do acidente, 13 de agosto, a página de Marina Silva teve mais de 100 mil interações em um post, por exemplo. “Os números mudaram pela comoção nacional e isso abriu portas para as pessoas ouvirem o que ela tem a dizer. Não quer dizer que são pessoas que vão votar nela, mas são pessoas comovidas que querem conhecê-la”, afirma Alessandra Sleiman, especialista em redes sociais.
Rede social não é palanque

Apesar dos bons números de Marina Silva, especialistas afirmam que tanto a candidata do PSB e como seus concorrentes ainda derrapam no uso das redes sociais. Segundo Carlos Manhanelli, presidente da ABcop (Associação Brasileira de Consultores políticos), a internet está sendo usada como um palanque para os candidatos. “Eles estão usando as redes como propaganda e a internet não é propaganda. Internet é interação e argumentação”, resume.

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Alessandra Sleiman concorda e cita o exemplo da página de Dilma Rousseff. Para ela, a presidente tem um perfil considerado “frio” e que é usado como um grande outdoor de sua campanha, apenas expondo ideias ou agenda, por exemplo. “Ela só posta e não responde a ninguém. Isso não é rede social”, analisa Alessandra.
Marina é vista como “morna” por tentar se aproximar mais do eleitor, como na campanha do coque, mas sem respostas nos comentários. "Quente", segundo a especialista, é Aécio Neves. Ele mostra um perfil mais humanizado, com fotos ao lado de eleitores. E a página dele tem interação.
“O Aécio está sendo considerado a simpatia da internet. A equipe dele entendeu qual o conceito de rede social, responde todos os comentários. São respostas padrões e não são dadas diretamente pelo candidato, mas basta. De alguma forma, os seguidores não estão falando sozinhos”, afirma Alessandra.
Os números do Buzzmonitor comprovam que a tática de humanizar a rede social pode dar certo. Para Aécio Neves, por exemplo, o post no Facebook com o maior engajamento no último mês foi uma foto do candidato ao lado da filha Gabriela em que ele desejava feliz aniversário para a jovem, no dia 15 de agosto. Foram 101.063 curtidas, 4.908 comentários e 3.407 compartilhamentos até a quinta-feira (28).
Exagero não conquista fãs

Na luta para conseguir mais seguidores, os candidatos podem errar também na quantidade de posts. A página de Dilma Rousseff é a que mais publica desde o início da corrida presidencial, no dia 6 de julho. No primeiro mês, a presidente tinha uma média de 8,97 postagens por dia. Em agosto, o número passou para 11,92. O pico foi no dia 23 de agosto, com 25 postagens. Marina Silva também tem um número alto e seu recorde é de 21 publicações no mesmo dia, em 27 de agosto. Aécio Neves é mais moderado, saindo de 3,52 de média em julho para 6,67 neste mês.
“O post não deixa de ser uma invasão no seu feed de notícia. Você tem aquele amigo que não para de publicar, mas não bloqueia justamente porque é seu amigo. Mas no caso de uma página, seja de uma empresa ou de um candidato, você simplesmente para de seguir”, explica Alessandra Sleiman. “O caminho para Dilma seria procurar mais interação do que número de postagens”, orienta a especialista.





IG
Foto reprodução internet

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